Por Evangelista Soares Rodrigues - historiador
São Gonçalo do Amarante guarda, em sua origem, a marca do encontro dos indígenas com a civilização branca. As investidas do português visando o povoamento da região tiveram início com a concessão das primeiras Sesmarias na década de 1680, onde surgiram alguns núcleos populacionais, como São Gonçalo e Siupé. Aldeados nos idos de 1699, por ordem do governo, as tribos Anacés, Guanacés e Jaguaruanas, ocuparam as terras na área praieira que limita São Gonçalo do Amarante e Paracuru.
Município situado no Estado do Ceará, Região Metropolitana de Fortaleza, distante 55 km da capital, o acesso é feito através das rodovias: BR-222/CE-423 ou pela rodovia CE-085. Região rica em lagoas, praias e dunas, com temperatura média de 27°C. Limita-se com Caucaia, Pentecoste, São Luiz do Curu, Trairi, Paraipaba, Paracuru e com o Oceano Atlantico.
A vila que veio posteriormente a denominar-se São Gonçalo do Amarante, teve seu reconhecimento público no ano de 1868, como parte integrante do hoje município de Paracuru. Claro que àquela época existiam apenas algumas fazendas de agricultura e pecuária. As edificações mais antigas existentes no município estão situadas na localidade de Siupé, como por exemplo, a igreja em homenagem a Nossa Senhora da Soledade cuja construção, acredita-se, tenha se dado entre 1730 e 1737, e, segundo registros, era por aquela área do município que se deslocavam os tropeiros com seus animais fazendo a comercialização de produtos entre a capital e outras localidades interioranas.
Em 1891, aqui chegaram o Coronel Neco Martins e esposa, bem como o Capitão Procópio de Alcântara. Com eles então o progresso da vila aconteceu de maneira mais célere, ganhando a mesma, expressão política no contexto do Estado do Ceará. Em 1921, São Gonçalo do Amarante foi elevado à categoria de município, tornando-se Paracuru, uma de suas vilas.
Entre os anos de 1943 e 1951, recebeu a denominação de Anacetaba, em homenagem aos índios Anacés, antigos residentes na região. Recebeu a denominação atual por força da Lei n° 1.153 de 22 de novembro de 1951.
De economia historicamente agropastoril, São Gonçalo do Amarante viveu um período em que o turismo o projetou no Brasil inteiro, graças às suas belas praias de Pecém, Taíba e Colônia.. Hoje, com a implantação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, São Gonçalo do Amarante se reinventa economicamente, despontando como um dos mais promissores municípios do Estado do Ceará e quiçá do Brasil.
Destaques para o alto nível de escolarização de seus munícipes entre 6 e 14 anos (98,7%); suas belezas naturais, como lagoa da Prejubaca, barragens de Catolé e Siupé e as praias da Taíba, Pecém e Colônia; culturais e imateriais como a dança de São Gonçalo, Festa à Nossa Senhora da Soledade, Festival do Escargot na Taíba, Festa ao Padroeiro, São João Gonçalo; e materiais, como a secular igreja de Siupé, monumento à Nossa Senhora da Soledade.


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